quarta-feira, 22 de julho de 2015

Dicas de como navegar no 22tracks.

De cara, você precisa saber que o 22tracks é um site pensado por europeus e isso pode significar algumas peculiaridades e diferenças
do jeito americano de lidar com música.



Como o nome já diz, aqui você vai encontrar quatro salas com 22 músicas em cada. Os nomes das salas são sugestivos: Amsterdam (modelo de liberdade e vanguarda), Bruxelas (capital da comunidade europeia), Londres (onde tudo sempre começou, da minissaia ao punk) e Paris (chique por si só).

Não que essas salas tenham esse conceito em seu conteúdo, afinal elas estão subdivididas por gêneros, cada qual com uma curadoria. E essa é outra característica europeia: um jeito mais democrático de organizar conteúdos, de acordo com pontos-de-vista sempre muito pessoais.


Essas curadorias podem ser de um DJ local, um Coletivo ou de um website que tenha afinidade com certo gênero. Por exemplo, o site inglês de R&B futurista, o Pingboard, tem um espaço para 22 músicas suas na Londres do 22tracks.

E os tracks vão sendo substituídos semanalmente. Quando a musica 22 saí entra outra no lugar da primeira. E assim por diante. Site com cara de blog, com cara de rádio. Sempre muito atual, como tudo que é chique.




quinta-feira, 16 de julho de 2015

16 minutos perturbadores e de profunda beleza



Pegue todo o drama do poema “Maldição” de Armando Vieira Pinto entoado na voz de Maria Bethânia. Some a isso o pop sombrio de “Bela Lugosi’s Dead” da Bauhaus. O resultado são os tais 16 minutos de perturbadora beleza, uma espécie de pesadelo pop do qual a gente não quer sair nunca. É o poder do mash-up, um gênero musical apreciado mesmo só por quem gosta de música pop. É a consequência natural da cultura do remix.

Pra quem está chegando agora na cena da música produzida em computador, fica complicado de entender. Mas não impossível. E eu explico de cara que a premissa é simples. A própria musica gravada funciona como matéria-prima. Toma-se a parte instrumental da música ‘A’ e soma-se o vocal da música ‘B’ e, voilà, nasce a musica ‘C’. 

Alguns puristas torcem seus narizes sempre preconceituosos – especialmente com o que é novo. Outros, como eu, adoram sempre que se deparam com um mash-up genial, como este feito por Ulisses Brun Multini.  Assista, veja, viaje neste puro pesadelo de beleza pop. Vale cada minuto. Ah, vi no blog do Mathias.


segunda-feira, 13 de julho de 2015

Apple Music ou a Casa da Mãe Joana?


Logo de cara, o que se percebe ao entrar no Apple Music é que você pode ter dado um clique errado e estar entrando no Itunes.
E não se espante, porque é isso mesmo. Apple Music e Itunes estão no mesmo ambiente, mas ainda não viraram uma coisa só. Ainda.
Isso é bom? Não sei. O tempo é que vai dizer (e o uso, a aplicabilidade, a funcionalidade).
Imagine se você trouxesse seu namorado ou amante para viver debaixo do mesmo teto que seus pais ou sua ex... Isso mesmo: viraria uma zona, iria parecer a ‘casa da mãe Joana’.
É exatamente disso que alguns sites especializados já estão reclamando: da bagunça que a união do Apple Music + iTunes fez com o acervo de músicas que já existia no seu computador antes. Isso porque ele renomeia e reorganiza músicas, além de mudar alguns tags. O que já está causando alguma confusão e reclamações (como quando sua empregada coloca o sabão no lugar errado, sabe como é?)
Mas, por outro lado, parece que a Apple quer acertar o passo com o Apple Music. Quando a pessoa se cadastra, ela tem que informar quais gêneros e alguns dos artistas gosta.


À medida que você vai ouvindo músicas e gêneros a Apple indica novas playlists ou artistas de acordo com o seu gosto e com o que você ouviu. Até aí pouco diferente do Spotify, certo? A diferença é que as indicações são mais certeiras.

E deixo o mais legal pro final: além das recomendações de músicas novas, o Apple Music parece lembrar você de que existe muita música (Boa!) que você esqueceu ou que não ouve há muito tempo. Pra quem vive de fazer a trilha sonora da vida alheia, isso pode ser uma mina de ouro.

Como navegar no Indie Shuffle.



Claro que você conhece e já se acostumou a usar o SoundCloud. O que talvez você não saiba é que existem uns sites ou blogs que são construídos para funcionarem como ‘agregadores de músicas’ do SoundCloud.

Um deles, bem legal por sinal, é o Indie Shuffle. Como o SoundCloud tem um acervo musical impossível de mapear, esse blog, assim como muitos outros, tentam fazer isso de maneira organizada. E o mais importante: com uma curadoria de extremo bom gosto.

Em linhas gerais, existem 3 maneiras de operar o Indie Shuffle: procurando pelas músicas mais populares, por gêneros e por playlists. Mas existem outras vantagens e maneiras de se apropriar desse sistema facilmente navegável.


Quer saber mais? Veja o vídeo abaixo.